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Foto: Reprodução Shutterstock

Você está pisando da maneira correta? Descubra antes da sua próxima corrida

Este é mais um assunto polêmico. Você já deve ter ouvido diferentes opiniões sobre qual é o jeito certo de pisar ao correr. Algumas pessoas são mais conservadoras e dizem que o correto é tocar o chão primeiro com o calcanhar. Outras preferem a linha minimalista e sugerem aterrissar com a parte da frente do pé. E aí? Qual é melhor?  Antes de qualquer coisa, é importante você saber que não há certo ou errado, melhor ou pior. Ambas têm vantagens e desvantagens.

Ao “atacar” o solo com o calcanhar, o atleta perde mais tempo para dar a passada. É por isso que você nunca vai ver um velocista de 100 m ou 200 m correndo assim. Nessa pisada, há um alto impacto na parte de trás do pé. Essa energia é transferida para as articulações acima, como tornozelo e joelho, que recebem grande sobrecarga. Portanto, se você corre desse jeito, é importante optar por um tênis com bom amortecimento.

Já a pisada com a parte da frente do pé, ou minimalista, é mais rápida. Porém, principalmente em corridas longas, pode trazer sérios problemas para quem não está acostumado com ela. O atleta que não está habituado a utilizar a pisada e passa a correr assim sem um período de adaptação pode sofrer fratura por estresse do metatarso ou tendinite dos tibiais.

Qual pisada escolher?

Uma das lições mais importantes para corredores é: pise do modo que você se sente mais confortável. Para quem está começando a correr, é comum aterrissar com o calcanhar. Conforme a pessoa evolui no esporte e ganha velocidade, há uma tendência de a pisada se aproximar da minimalista – isso é algo natural, por questões biomecânicas.

Bom senso é o segredo para correr sem se machucar. Se você sempre manter uma pisada muito conservadora ou minimalista, o risco de lesão aumenta. Portanto, tente encontrar um meio termo e até variar a maneira como toca o solo conforme o tipo de treino. Mais com a parte da frente do pé em atividades de velocidade e com o calcanhar em corridas leves, por exemplo.

Para entender melhor essa questão e saber utilizar as informações da internet de maneira saudável, é preciso aprofundar-se um pouco no tema e olhar para a passada de forma mais ampla. A aterrissagem com o médio pé é aquela onde o pé toca ao chão quase chapado.
Veja, não é correr na ponta dos pés. O calcanhar também toca o chão, mas é apenas alguns milésimos de segundo após a parte da frente do pé. Já na aterrissagem como calcanhar, é ele que claramente toca o chão em primeiro lugar.

E o que tudo isso importa para a corrida?

A pisada com o médio pé melhora a absorção de impacto pelo corpo, o que é muito bom, já que com menor impacto os riscos de lesão diminuem. Porém, estudos recentes viram que você não precisa aterrissar necessariamente com o meio do pé para não sofrer com o impacto. É possível fazer isso com o calcanhar também, desde que você corra suavemente, fazendo pouco barulho.

A aterrissagem com o médio pé facilita as coisas, mas não têm se mostrado essencial. Ao invés de tentar controlar a posição do pé, o que muitos já devem ter percebido que não é das tarefas mais fáceis, a melhor estratégia é diminuir o tamanho da passada e aumentar um pouco a cadência (número de passos por minuto).

Esse padrão de movimento favorece a absorção de impacto e melhora a mecânica da corrida de forma bem mais relevante. E o mais interessante é que correndo dessa maneira, muitas vezes a pisada acontece com o médio pé sem você tem que pensar sobre isso (mas se não acontecer, não tem problema, desde que a absorção de impacto esteja boa).

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